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07/11/2008

 

 

Fim de período...

 

 

 

... é como o fim do mundo: não tão apocalíptico como o descrito pela música, mas tão intenso quanto...

 

Ainda bem que no fim da correria vem a recompensa: Já era tempo de eu ter um tempo sozinho”

 

O R.E.M. sabe das coisas!

 

 

 

So Long!

 

 

 

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Na Vitrola: R.E.M. - It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)

 

 

 


Escrito por Aline às 23h28
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30/10/2008

 

 

Sem plano

 

 

 

 

 

Foi o acaso que marcou o momento único e eternizado.

Estavam distantes, contudo a intensidade encarregou-se de tornar o espaço um mero detalhe.

Ela talvez duvidasse daquele olhar, por isso, muito provavelmente, desviou seus orbes diversas vezes num intervalo infinitesimal. Por fim rendeu-se a dedicação e a persistência. O olhar era mesmo pra ela. Aquele olhar!

Ele susteve o rosto e mirou mais atentamente a moça da calçada. Lançou-lhe, mesmo sem perceber, um olhar aberto, tranqüilo, de quem encontra o que procura, mesmo sem ter saído de casa com esse propósito.

Ela manteve-se descrente, mas depois não olvidou em retribuir.

Olhou de volta com a mesma tranqüilidade, cumplicidade do peculiar companheiro de acaso que lhe dispensava sua atenção irrestrita, mesmo estando aprisionado no cotidiano da cidade, da rotina urbana, da vida pelo existir, não pelo viver.

É certo que quis descer, ir atrás dela, bem como ela desejou fazer o caminho inverso: embarcar e viajar sem saber pra onde, desde que soubesse ao lado de quem viajava.

Todavia, a roda viva do mundo foi mais rápida.

A luz verde que fluía do semáforo deu início ao fim dos intensos trinta segundos de admiração. Os rostos giraram tentando manter o contato, prolongar aquilo que poderia ter sido, mas não foi...

O olhar fez tudo que o corpo não pode, a mente tornou real tudo que poderia ter sido verdadeiramente palpável e a vida seguiu, esperando que o acaso colocasse de novo um sinal fechado pelo caminho.

 

 

*=*=*=*=*=*=*

 

 

So Long!

 

 

 

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Na Vitrola: Juno Soundtrack – Anyone Else But You

 

 

 


Escrito por Aline às 22h36
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20/10/2008

 

"Extraordinário e misterioso, ele vive em um planeta muito pequeno.

Lá, um dia, apareceu uma flor..."

 

 

 

 

“É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas..."

(Rosa)

*-*-*-*-*-*

“As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas.”

(Piloto)

*-*-*-*-*-*

"É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar"

(Rei)

*-*-*-*-*-*

"Mas o vaidoso não ouviu. Os vaidosos só ouvem elogios."

(Vaidoso)

*-*-*-*-*-*

“– Por que é que bebes?
– Para esquecer.
– Esquecer o quê?
– Esquecer que eu tenho vergonha.
– Vergonha de quê?
– Vergonha de beber!”

(Bêbado)

*-*-*-*-*-*

“– E de que te serve possuir as estrelas?
– Serve-me para ser rico.
–E para que te serve ser rico?
– Para comprar outras estrelas, se alguém achar.”

(Homem de Negócios)

*-*-*-*-*-*

"Aí é que está o drama! O planeta de ano em ano gira mais depressa, e o regulamento não muda!"

(Acendedor de Lampiões)

*-*-*-*-*-*

“É muito raro um oceano secar, é raro uma montanha se mover...."

(Geógrafo)

*-*-*-*-*-*

"Mas sou mais poderosa do que o dedo de um rei.”

(Serpente)

*-*-*-*-*-*

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

(Raposa)

 

 

  

“- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...

- Não encontram, respondi...

- E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...

- É verdade.”

 

 

*-*-*-*-*-*

 

So Long!

 

 

 

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Na Vitrola: The Submarines - Modern Inventations

 

 


Escrito por Aline às 23h09
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15/10/2008

 

 

 

Reticências...

 

 

Mais um dia fora de casa. Sem acaso, uma planejada perda de tempo...

Caminhou, deslocou-se pelos ônibus, chegou.

Sentou para assistir a aula. Não teve bem o que assistir...

Leu o que lhe foi pedido, mas leu mais ainda o que lhe foi negado.

Não tinha tempo para ler por puro divertimento cultural e prazer, todavia leu.

No fim para isso sempre arruma um jeito...

Almoçou atrasada porque quis: para almoçar havia tempo de sobra!

Preparou-se para fazer o trabalho. Sentou para fazer o trabalho. Digitou para fazer o trabalho...

Não fez.

Pelo inverso: leu mais ainda aquilo que não é acadêmico. Perdeu-se pelas letras alheias, informou-se sobre a Bolsa e o pleito, mas trabalho? Nada de trabalho.

Pelo menos não ainda...

E o tempo, esse que insiste em perseguir suas “pautas”, ele continua implacável, acelerado, imortal...

Ela é que não consegue se adequar ao período mais veloz dos últimos tempos do último ano...

Assim disciplinas começam e terminam e os seus trabalhos continuam lá: a mercê das suas vontades, ao cuidado do seu desânimo...

 

(A.S.C.B.)

 

 

 

 

 

*-*-*-*-*-*-*-*-*-* 

 

 

So Long!

 

 

 

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Na Vitrola: Jack Johnson – Constellations

 

 

 


Escrito por Aline às 14h42
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30/09/2008

 

 

Um Universo Mágico

 

 

 

 

 

 

 

O que se viu na madrugada do último Domingo numa das casas de shows de Belo Horizonte foi a mágica do encantamento assumindo formas visíveis à percepção humana.

As cores, os movimentos, os gestos carregados de poesia, a voz, que trocava de sintonia qualquer dueto mente-coração disposto a apaixonar-se pela vida, brindaram o público devoto e distinto com um verdadeiro espetáculo de amor e intimidade pela/com a arte.

E não foi só a palavra, a musica ou o gesto, foi a forma de ver o mundo, a lente pela qual se observa o homem e a sociedade, as aliterações literais e visuais, a linguagem universal da beleza simples, original e devastadora.

Duas horas e meia foi o tempo necessário para que a trupe conduzisse o público pela galáxia fantástica d’O Teatro Mágico. Cento e cinqüenta minutos de uma real satisfação pela capacidade humana de superar-se, de produzir deslumbramento.

Tudo sob a tutela de uma figura saltitante de indumentária de fábulas circenses e oratória inebriada de sentimento. Um Fernando Anitelli tão mágico quanto seu teatro, tão doce e vibrante quanto sua melodia, tão intenso quanto sua simples poesia. Um verdadeiro trovador contemporâneo, um encantador de almas!

 

 

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

 

 

So Long!

 

 

 

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PS 1 – E se o show fosse infinito eu viveria eternamente encantada!!!

 

PS 2 – Nem parece que um ano já se passou e hoje é novamente dia 30 de Setembro. Um dia especial porque uma pessoa muito especial completa mais um ano de caminhada!!! Grande amigo, tudo de melhor que há na vida pra você! Deus está sempre junto de ti e eu rezo por você sempre que me recordo da nossa amizade! Feliz aniversário Fábio!!! _o/

 

 

 

Na Vitrola: O Teatro Mágico – Reticências

 

 

 


Escrito por Aline às 11h24
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25/09/2008

 

 

Tempo(etizando)

 

 

Passa

transcorre em horas

não pára, não se deteriora

caminha, é universal,

não distingue valor para o bem ou o mal.

-

Senhor dos fenômenos do mundo

coordena as mudanças, é cura para tudo

fascina pensadores, vence os incautos

não conserva vencedores nem seus heróicos percalços.

-

Revela mitos, promove o novo

transforma o ocorrido em (ultra)passado

desenha a história na teia da vida

quantifica a existência, tece o futuro

supera a morte no fim escuro do túnel...

 

 

A.S.C.B.

 

 

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

 

 

So Long!

 

 

 

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Na Vitrola: Caetano Veloso - Oração ao Tempo

 

 

 


Escrito por Aline às 11h45
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18/09/2008

 

 

A Fúria do Inverno 

 

 

O inverno deve mesmo ter ficado muito irado este ano. Primeiro porque com esse papo de Aquecimento Global ele quase não se manifestou, depois porque o povo (inclusive eu) reclamou e reclamou do calor e até duvidou que o pobre período de frio ainda existisse... Só que até as estações do ano se revoltam e ontem o inverno teve uma tarde digna de um adolescente rebelde!

Antes frio e seco, ontem gelado, molhado e com pedras de gelo, por favor. Quantas? Várias! E claro, o vento como complemento.

Já dentro do ônibus ouvi todos os comentários possíveis (e até impossíveis) sobre a tempestade de granizo na UFMG. Todos os passageiros eram estudantes incautos, que assim como eu (ou não) fizeram hora pelo campus e receberam de presente  pedras foscas e/ou translúcidas do tamanho de bolas de gude, de golfe e até de sinuca.

Pena não ter registrado com a precisão devida os momentos impagáveis e cinematográficos que vivi acompanhando “confortavelmente” a chuva de um ponto de ônibus capenga. Não preciso nem narrar o quão molhada saí de lá.

Um momento “trágico”, mas engraçadíssimo para fazer lembrar que o inverno ainda está aí, ainda que a gente, às vezes, duvide disso...

 

 

*-*-*-*-*-*

 

 

"A angústia do tempo que passa faz-nos falar do tempo que faz."

 

(do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain")

 

 

*-*-*-*-*-*

 

 

So Long!

 

 

 

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Na Vitrola: Norah Jones – Don’t Know Why

 

 

 

 


Escrito por Aline às 21h10
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09/09/2008

 

 

A pergunta que não quer calar...

 

 

 

“(...) O censo socioeconômico dos alunos de graduação da UFMG mostra que 28,91% deles têm renda familiar até cinco salários-mínimos, 26,31% entre cinco e dez e 44,78% acima de dez salários-mínimos. (...)”.

 

“(...) Documento publicado pelo Ministério da Fazenda em 2003 revela que 46% dos recursos do Governo Federal para o ensino superior beneficiam indivíduos que se encontram entre os 10% mais ricos da população. (...)”.

 

“(...) Nesse sentido, não se pode deixar de reconhecer o esforço da UFMG em implementar e desenvolver, ao longo dos últimos 79 anos, uma rede cidadã de assistência estudantil por meio da Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump). Em 2008, pela primeira vez, o Governo Federal destinou verba pública específica para esta finalidade. Todavia, os recursos são insuficientes para manter a ampla política assistencial que a UFMG desenvolveu em suas oito décadas de existência.

O cenário tornou-se ainda mais desafiador depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela inconstitucionalidade da Contribuição ao Fundo de Bolsas vinculada à matrícula, exatamente no momento em que a UFMG implementa mecanismos de inclusão que aumentarão, já em 2009, o número de alunos e, principalmente, daqueles egressos da escola pública. (...)”.  

 

 (*)

 

*-*-*-*-*

 

E eu pergunto: "O que é feito com o dinheiro da FUNDEP?"

 

*-*-*-*-*

 

Esse tipo de pergunta ninguém responsável pela UFMG (nem do administrativo e nem do corpo docente) conseguiu me responder com coerência até agora... 

 

 

 

 

 

 

 

So Long!

 

 

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Na Vitrola: Blink 182 – Shut Up

 

 

 

 

(*) – Trechos retirados do artigo “As cotas e as políticas de controle de evasão escolar”, de autoria da docente Rocksane de Carvalho Norton, presidente da Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump) e professora da Faculdade de Medicina da UFMG, publicado dia 08/09/08 na edição Nº 1624 do “Boletim”, órgão informativo oficial da UFMG.

 

 

 


Escrito por Aline às 10h32
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04/09/2008

 

 

Sonho de Uma Flauta 

 

  

Nem toda palavra é aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho que não sabe bater asa
Passarinho voando longe parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente, pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça tem gente que acha que ela é algodão
Algodão às vezes é doce mas, às vezes, é doce não

Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah! E o mundo é perfeito!?!
E o mundo é perfeito!?!
E o mundo é perfeito.

Eu não pareço meu pai, nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa, sei que incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida,
tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga,
tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro,
tem choro que é pura alegria
Tem dia que parece noite
e a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo,
tem o novo que quer ter motivo
Tem sede que morre no seio,
nota que fermata quando desafino

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

 

(Composição: Fernando Anitelli)

 

 

 

Um pôr-do-sol de inverno, um par de fones no ouvido e um livro de filosofia na mão.

Melhor impossível para um fim de tarde...

 

           

So Long!

 

 

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Na Vitrola: O Teatro Mágico – Sonho de Uma Flauta

 

 

 

 


Escrito por Aline às 11h24
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02/09/2008

 

 

Uma fração de debate

 

 

 

A tarde de calor massacrante deu o ar de sua graça quando a sombra projetada pela lona de circo já estava coalhada de expectadores. Estudantes, professores e servidores, todos com os olhos e as atenções voltadas para a mesa central e seus oito principais ocupantes.

Como era de se esperar, o empresário da Aliança dignou-se a enviar seu vice; o candidato “passarinho” apresentou-se para a maioria que nunca sequer havia ouvido falar dele; o herdeiro do presidente preto e branco ouviu o coro de “o Ziza é só kaô” ao longo de toda a sua apresentação; o Quintão mais jovem evocou seu recente passado estudantil (convenientemente) e conclamou o público a mostrar seu poder; André Antônio Alves (que poderia ser conhecido pela alcunha de AAA ou A³) não deu as caras; a candidata professora defendeu sua bandeira social engajada com palavras de quem vive na educação; o operário foi e abriu o verbo contra o domínio do patrão (falou até do universo); a mulher “pela paz e pelo amor” lançou palavras anti campanhas midiáticas e candidatos que ignoram convites para debates; por fim, o homem do “tudo certo” resumiu seu marketing de uma campanha pela BH real.

O pouquíssimo que vi e ouvi (cerca de 50 min.) acabou apenas confirmando minhas impressões acerca da eleição na capital de horizonte belo. Não nego que foi uma grata surpresa ouvir Leonardo Quintão falar em passe livre de forma tão direta, confesso que esperava menos dele. Contudo, numa cidade em que adversários ideológicos unem-se  pelo egocentrismo e pela fome de cargos públicos, um clube de futebol em crise é capaz de destruir uma campanha e oposições variam do extremismo à amenidade, continuo caminhando para um voto nem tão Jovem, mas certamente (ou quem sabe, no mínimo) menos trágico!

 

 

 

 

So Long!

 

 

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Na Vitrola: Rita Lee – Saúde

 

 

 

 


Escrito por Aline às 19h00
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21/08/2008

 

 

Ilusões de Vida

 

 

Quem Passou pela Vida em Brancas Nuvens.
E em Plácido Repouso Adormeceu.

Quem Não Sentiu o Frio da Desgraça.
Quem Passou pela Vida e Não Sofreu.

Foi Espectro de Homem.
Não Foi Homem.
Só Passou pela Vida.

Não Viveu.”

 

 

Francisco Otaviano

 

Patrono da cadeira n º 13 da Academia Brasileira de Letras (ABL)

 

 

 

So Long!

 

 

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PS - Dias corridos e sem palavras....

  

 

Na Vitrola: The Verve - Lucky Man

 

 

 

 


Escrito por Aline às 22h00
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02/08/2008

 

Uma simplicidade fabulosa

 

 

Dos filmes que fazem parte da minha vida até hoje, talvez nenhum tenha o efeito que Amélie Poulain consegue ter.

Do pouquíssimo que conheço da rotina de dirigir, criar, atuar, nenhuma criação cinematográfica conseguiu juntar num só trabalho uma trilha de extremo poder e sutileza, uma fotografia tão genuinamente bela, atuações dedicadas, personagens tão bem talhados, um roteiro simples e original e uma direção apaixonada!

É fato que Jean-Pierre Jeunet ama sua criação, isso é notado só de se olhar para a primeira cena do filme. Cada detalhe parece ter sido pensado com esmero e cada frase carrega traços de tão peculiar simplicidade que até me assusta.

Aliás, o triunfo do filme é esse! Ele fala dos pequenos prazeres e não das grandes realizações, fala do “acaso” que traz para moça de Montmartre uma boa razão pra viver, fala da honestidade com que uma menina tão distante das relações interpessoais trata dos seus sentimentos e do sentir do próximo.

Amélie apaixona-se por uma vida em prol da felicidade, a felicidade vivida nos detalhes, no caminhar e não apenas nas comemorações, nas vitórias ou na chegada, mas uma felicidade do respirar, do sentir, uma felicidade totalmente alcançável e humana...

 

 

 

 

Tão simplesmente profundo!

 

 

So Long!

 

 

 

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Na Vitrola: Yann Tiersen - La Valse d'Amélie [Piano Version]

 

 

 


Escrito por Aline às 17h13
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19/07/2008

 

Meet Alfie

 

 

No início ele realmente é um canalha! Embora eu tenha que admitir que ele sabe ser um canalha e tanto!

 

 

Mas quando ele compreende a superficialidade das coisas realmente dá vontade de conhecer de perto o Sr. Sedutor!

 

Aliás, nessa versão moderna da vida de Alfie, o Jude Law está simplesmente perfeito, não só nesse quesito, a sedução, como em todos os outros!

 

Pena o fim ficar com um gostinho de "já acabou? assim?", contudo não deixa de ser uma boa escola de charme e reflexão!

 

 

 

 

So Long!

 

 

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Na Vitrola: The Beatles - Hey Jude

 

 

 

 


Escrito por Aline às 23h01
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10/07/2008

 

A Primeira Semana

 

(Fernando Anitelli)

 

Antes que o tempo, a Clave
De Fá Do Si La Sois
Antes
da noite, uma tarde
Pra cada um de nos
Antes do barco, a chuva
Antes da roda, o frio
Antes do vinho, a uva
E a fruta que não caiu

Fez dessa Terra um cenário
Pras peças que nos pregaram
Fez bico de pena e diário
Pra escrevermos a regra e a exceção

Criou o perdão e o pecado
Criou a dor e o prazer
Criamos o certo e o errado
E o orgulho pra nos esconder
Do que prevalece em nós...

Antes que o tempo, a clave
Sustenidos e bemóis
Antes do inteiro, a metade
Uma outra parte de nós
Antes do vôo, o tombo luta pra não chorar
Antes tarde do que nunca, pra nunca mais demorar
Antes do homem o medo
Antes do medo o amor
Antes do amor a dúvida
Pois nem Deus sabe quem criou
E o que prevalece em nós

Exílios
calados quimeras que exalam sós (2x)

E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo semana que vem

E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo
Vai me negar também
semana que vem

Antes que o tempo acabe...

 

...

 

 

O II Ato de uma peça lindíssima!!!

 

"Poesia metamorfoseada em cifrão"

 

 

 

 

So Long!

 

 

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Na Vitrola: O Teatro Mágico – A Primeira Semana

 


Escrito por Aline às 14h09
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28/06/2008

 

Promessas de período novo

 

 

É notório o fato de que toda pausa na rotina vem acompanhada de reflexões das mais diversas naturezas. Seja planos para o descanso ou repreensões pelas falhas passadas, as pausas geralmente envolvem promessas, anseios de um "melhor" para o reinício.

A vida universitária brinda quem dela participa com essa possibilidade, a freqüente sensação de reinício, de recomeço e, por quê não, de mudança. Quando os meados de Junho vão ficando para trás inúmeros projetos passam a tomar forma na mente de quem vai pausar para, só depois de Julho, retomar o caminho. Um constante planeja/avalia/executa que segue a rotina do aluno de ensino superior por aproximadamente quatro anos.

Acho engraçado quando recordo os tão louváveis tempos de colégio, quando essa sensação de fim associava-se tremendamente bem com as luzes natalinas e as emoções de um novo ano que despontava. É claro que esse tipo de fim, que vai me acompanhar pelos períodos pares, é bem mais completo, contudo não nego que seja extremamente reconfortante saber que pela primeira vez em cinco anos terei férias reais em Julho e o melhor, a chance de dar um stop pelo menos na esfera dos estudos, porque o tempo, que eu por tantas vezes já quis congelar, esse (infelizmente) não pára. Nunca. 

 

 

 

 

 

So Long!

 

 

 

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PS – Festa da Mary = Noite pra morrer de rir! A Oitava há muito tempo não tinha tanto caso engraçado pra contar! Amigos de infância e agregados é o que há de bom nessa vida! Mary feliz 18! De novo!

 

Na Vitrola: Cazuza – O Tempo Não Pára

 

 

 


Escrito por Aline às 22h25
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