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04/09/2008

 

 

Sonho de Uma Flauta 

 

  

Nem toda palavra é aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho que não sabe bater asa
Passarinho voando longe parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente, pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça tem gente que acha que ela é algodão
Algodão às vezes é doce mas, às vezes, é doce não

Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah! E o mundo é perfeito!?!
E o mundo é perfeito!?!
E o mundo é perfeito.

Eu não pareço meu pai, nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa, sei que incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida,
tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga,
tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro,
tem choro que é pura alegria
Tem dia que parece noite
e a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo,
tem o novo que quer ter motivo
Tem sede que morre no seio,
nota que fermata quando desafino

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

 

(Composição: Fernando Anitelli)

 

 

 

Um pôr-do-sol de inverno, um par de fones no ouvido e um livro de filosofia na mão.

Melhor impossível para um fim de tarde...

 

           

So Long!

 

 

o º O ... :: Aline :: ... O º o

 

 

 

 

Na Vitrola: O Teatro Mágico – Sonho de Uma Flauta

 

 

 

 


Escrito por Aline às 11h24
[ ]

02/09/2008

 

 

Uma fração de debate

 

 

 

A tarde de calor massacrante deu o ar de sua graça quando a sombra projetada pela lona de circo já estava coalhada de expectadores. Estudantes, professores e servidores, todos com os olhos e as atenções voltadas para a mesa central e seus oito principais ocupantes.

Como era de se esperar, o empresário da Aliança dignou-se a enviar seu vice; o candidato “passarinho” apresentou-se para a maioria que nunca sequer havia ouvido falar dele; o herdeiro do presidente preto e branco ouviu o coro de “o Ziza é só kaô” ao longo de toda a sua apresentação; o Quintão mais jovem evocou seu recente passado estudantil (convenientemente) e conclamou o público a mostrar seu poder; André Antônio Alves (que poderia ser conhecido pela alcunha de AAA ou A³) não deu as caras; a candidata professora defendeu sua bandeira social engajada com palavras de quem vive na educação; o operário foi e abriu o verbo contra o domínio do patrão (falou até do universo); a mulher “pela paz e pelo amor” lançou palavras anti campanhas midiáticas e candidatos que ignoram convites para debates; por fim, o homem do “tudo certo” resumiu seu marketing de uma campanha pela BH real.

O pouquíssimo que vi e ouvi (cerca de 50 min.) acabou apenas confirmando minhas impressões acerca da eleição na capital de horizonte belo. Não nego que foi uma grata surpresa ouvir Leonardo Quintão falar em passe livre de forma tão direta, confesso que esperava menos dele. Contudo, numa cidade em que adversários ideológicos unem-se  pelo egocentrismo e pela fome de cargos públicos, um clube de futebol em crise é capaz de destruir uma campanha e oposições variam do extremismo à amenidade, continuo caminhando para um voto nem tão Jovem, mas certamente (ou quem sabe, no mínimo) menos trágico!

 

 

 

 

So Long!

 

 

o º O ... :: Aline :: ... O º o

 

 

 

Na Vitrola: Rita Lee – Saúde

 

 

 

 


Escrito por Aline às 19h00
[ ]