BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, Mulher, de 20 a 25 anos, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Música, Informática e Internet
Uma simplicidade fabulosa
Dos filmes que fazem parte da minha vida até hoje, talvez nenhum tenha o efeito que Amélie Poulain consegue ter.
Do pouquíssimo que conheço da rotina de dirigir, criar, atuar, nenhuma criação cinematográfica conseguiu juntar num só trabalho uma trilha de extremo poder e sutileza, uma fotografia tão genuinamente bela, atuações dedicadas, personagens tão bem talhados, um roteiro simples e original e uma direção apaixonada!
É fato que Jean-Pierre Jeunet ama sua criação, isso é notado só de se olhar para a primeira cena do filme. Cada detalhe parece ter sido pensado com esmero e cada frase carrega traços de tão peculiar simplicidade que até me assusta.
Aliás, o triunfo do filme é esse! Ele fala dos pequenos prazeres e não das grandes realizações, fala do “acaso” que traz para moça de Montmartre uma boa razão pra viver, fala da honestidade com que uma menina tão distante das relações interpessoais trata dos seus sentimentos e do sentir do próximo.
Amélie apaixona-se por uma vida em prol da felicidade, a felicidade vivida nos detalhes, no caminhar e não apenas nas comemorações, nas vitórias ou na chegada, mas uma felicidade do respirar, do sentir, uma felicidade totalmente alcançável e humana...
Tão simplesmente profundo!
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So Long!
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o º O ... :: Aline :: ... O º o
Na Vitrola: Yann Tiersen - La Valse d'Amélie [Piano Version]